A Cor da Coragem - A Guerra de um Menino: O Diário de Julian Kulski na Segunda Guerra Mundial - Julian Kulski

Olá, seus lindos!!

Cheguei com mais um lançamento da Editora Valentina. 
Vamos conhecê-lo!!
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A COR DA CORAGEM tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.

“Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?” 
Julian Kulski

Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... 

“Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”.
Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

O AUTOR
Julian E. Kulski, nascido em 1929, em Varsóvia, Polônia, é descendente de um rabino-chefe de varsóvia no século XIX, Dov Beer Meisels, e de um rei da Polônia no século XVIII, Stanislaw Leszczynski. Depois da guerra, Kulski estudou arquitetura na Inglaterra e nos Estados Unidos, bacharelando-se em 1953 e concluindo seu mestrado em 1955 pela Universidade de Yale, e vindo a concluir o PhD em planejamento urbano em 1966, pelo Instituto de Tecnologia de Varsóvia Membro do comitê diretor da Fundação Kosciuszko, Kulski recebeu várias condecorações do governo Polonês, entre elas a prestigiosa Cruz do Heroísmo, a Cruz de Comandante com Estrela da Ordem do Mérito, a Cruz de Prata do Mérito com Espadas, a Cruz do Exército Nacional, a Medalha do Exército Polonês (quatro vezes) e a Cruz do Levante de Varsóvia. Kulski vive com a esposa em Washington, D.C.

Informações Extras
Com Extras Digitais inéditos – filmes que o leitor poderá assistir escaneando um código QR ou simplesmente digitando uma URL – e repleto de centenas de fotos impressionantes e mapas, o livro apresenta, no final, uma lista com sugestões de temas a serem discutidos sobre a obra, seja em sala de aula, com seus amigos ou em família.
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É isso aí, gente!! O que acharam desse lançamento, hein??
Contem pra mim nos comentários.
Beijos Literários!!

[EDITORA ARWEN] Lançamentos do mês - Agosto

Olá, seus lindos!!

A nossa parceira, Editora Arwen, chega no mês de agosto recheada de muitas novidades. Parece que uma é melhor que a outra. *-*

Confira!

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Monalisa desenhando a morte
Danny Belo

Após viver em vários lugares do mundo e fixar raízes em Chicago, nos Estados Unidos, a jovem Monalisa, funcionária de uma galeria de artes e aspirante à artista, pretende ingressar na Universidade da Califórnia para se livrar de sua mãe, com quem tem um relacionamento bastante conturbado. Porém, nem tudo acontece como ela planeja. Na noite tempestuosa de seu décimo oitavo aniversário, o destino resolve testar todos os seus limites, direcionando-a a um caminho completamente aterrorizante que coloca a sua vida e a de quem ama em perigo.
Para conseguir sobreviver, Monalisa terá que desenhar a morte e sem tempo a perder, ela vai trilhar inúmeros caminhos que a levarão a conhecer melhor a si mesma e as pessoas ao seu redor. Pânico, vingança e morte, o que você faria se sua única saída fosse um lápis? Descubra em Monalisa desenhando a morte, e cuidado! Seu próximo passo pode desencadear uma tragédia.

A Saga de Orum
Lara Orlow 

A pedra sagrada do príncipe Oxaguiã está desaparecida e isso está abalando os pilares de sustentação de todo o cosmos, o que pode acarretar na aniquilação não apenas de Orum, como também da Terra. A única esperança dos “dois mundos” é uma antiga profecia, que diz que a raça quase extinta de Guerreiros Sagrados da Terra — descendentes dos Orixás — poderá trazer a paz de volta. Rick, Verônica e Duda são três jovens comuns, completamente despreparados que, do dia para a noite, veem-se com a responsabilidade de salvar o mundo. Mas serão eles capazes de superar tantos desafios? Conseguirão aprender rápido o suficiente para salvar não apenas a vida dos Orixás, mas também as suas? A Saga de Orum é uma história da Literatura fantástica repleta de aventura, e que traz para o leitor uma temática imersa em lendas e mitos africanos.

Prospecto
Tatiane Rodrigues

O impossível é só o começo. 
Daiane Campbell é uma garota apaixonada por livros e sonha com o dia em que possa encantar pessoas com suas histórias. O que não esperava era que fosse viver sua própria aventura irreal. Em meio à monotonia da cidade, descobre pertencer ao mundo dos Guardiões, pessoas que têm a missão de proteger o Tempo e abençoadas com dons excepcionais. Quando Michael Jones, um antigo Guardião, ameaça a estrutura desse mundo, Daiane terá que decidir a qual lugar pertence: aos Guardiões ou à vida real. Em meio à guerra, amores e contradições virão à tona e o impossível se torna a única chance de salvar a todos. A palavra Prospecto pode ser tudo o que precisam para vencer, mas também pode levá-los à morte.

A Máscara do Rei 
Francine Cândido 


Um país talhado à espada chega ao ápice de uma guerra dinástica. Dois reinos disputam pelo controle da cidade sagrada, mas sua sede por poder levará todos à descobrir que o caminho é mais obscuro do que se imaginava. Da guerra se construiu um império, das cinzas e do sangue se forjou um rei. Na teia da mortalidade, jogar é a única forma de sobreviver, pois nem todas as peças permanecem inteiras no fim.
Um rei que não quer guerra, mas tem de ir para ela. Um rei que quer destruir todos os seus inimigos, por pura glória e rancor. Um príncipe que precisa lutar pela sobrevivência.


Noite Sombria
Daniele Oliveira

Laura Cruz acabou de perder o emprego e o sonho de independência parece longe mais uma vez. Com a autoestima abalada, ela decide fazer uma tatuagem e sair para curtir uma noite com sua melhor amiga a fim de espairecer e pensar melhor em quais serão os seus próximos passos. O que não imaginava é que essas duas simples decisões poderiam mudar toda a sua vida.
Um encontro inusitado a leva a descobrir que sua tatuagem não é um simples desenho, como ela acreditava, e sim o símbolo de uma raça antiga e extremamente poderosa. Marcada pela magia dos Vantaecs, Laura vê o mundo mudar diante de seus olhos e acaba ingressando numa aventura sobrenatural inimaginável. Sem saber exatamente qual o seu papel diante da sociedade da magia, ela se depara com uma série de assassinatos ritualísticos envolvendo disputa por poder, traições e muitos perigos. 
Não podendo confiar em ninguém e com a difícil responsabilidade de ser a última Vantaec, Laura terá que lutar com todas as suas forças para deter o mal. Ela descobrirá, em uma noite sombria, o quão poderosa pode ser.

Submersão (O Lago Negro II)
Juliana Daglio 

Para Verônica Cattani os monstros que tanto tememos e desconhecemos não vivem embaixo da cama, ou atrás dos armários, muito menos em filmes de Terror – eles vivem dentro de sua própria mente.
Depois de se mudar pra Lagoana e descobrir que sua memória esconde enigmas ainda mais profundos, ela se vê frente a frente com pessoas que nem imaginava fazerem parte de seu passado. Em seus textos, estão todas respostas e a família Caprini parece temer tantos seus significados quanto ela os teme.
Liam não tem mais segredos. O garoto da capa vermelha saiu de seus sonhos, retornou para seu presente, e enfrenta os Caprini com costas eretas e um cinismo único. Ele é a única coisa que a impede de mergulhar agora. Seu pedaço de sanidade numa mente caótica. Porém o Anjo de Asas Douradas está prestes a se revelar, trazendo em seu poder algo que será difícil recusar: a oportunidade de saber o que existe nas profundezas do Lago Negro.
Há muito mais a se descobrir em Lagoana e dentro das lembranças reprimidas de Verônica. Mistérios serão revelados, mas será que você fez as perguntas certas?

Clique aqui para ler a resenha.

Do Silêncio à Condenação (O Círculo dos Imortais II)
Ananda V. 

Melissa tinha sobrevivido. Após a descoberta de ser o alvo de uma busca feroz que já atravessava gerações, ela se vê submersa em um ruidoso silêncio, o que não cessará sua luta por sobrevivência. As Criaturas que pertencem à Noite assistiram ao seu majestoso despertar, e agora a desejavam com ainda mais paixão. Além do perigo iminente, a jornada de Melissa se tornaria cada vez mais obscura, sendo seu maior inimigo ela mesma. A prova empírica da existência do Mal havia transformado seu mundo e a si mesma da maneira mais cruel e irreparável possível. Entre o ódio e o amor, Melissa tem uma escolha a fazer. Mergulhar em si mesma pode ser perigoso, mas há certo charme em pertencer aos juramentos da Noite, não?

Coração de Escamas (Ninho de Fogo II)
Camila Deus Dará 

O mundo que Melane conhecia não existe mais. Fadas, sereias e dragões fazem parte de sua realidade agora. A mestiça conseguiu libertar seu povo da maldição e da fome, mas o perigo ainda não acabou. Pedrus continua solto e somente ela poderá descobrir onde encontrá-lo. Esta parte da jornada não será fácil e Melane nem imagina todas as dificuldades e desafios que terá que enfrentar. Laços fortes de amizade, amor, traição, corações partidos, batalhas, sangue e morte, é isso que te espera nesta nova etapa de Ninho de Fogo!



Antologia Demontale
Vários Autores 

Era uma vez...uma rainha muito má, que queria controlar todos os reinos dos contos de fadas. Cansada dos finais felizes — principalmente das bruxas e madrastas incompetentes — resolve fazer um pacto com o bom senhor das trevas, Mefisto, para conquistar o poder de Taleland. Porém, o dissimulado demônio começa a agir sozinho, possuindo o corpo dos príncipes e transformando-os em Generais das trevas a fim de trazer o submundo aos domínios. Bestas, espíritos e criaturas infernais, começaram a aterrorizar os contos de fadas e cabe às princesas derrotar as trevas e expulsar Mefisto do corpo de seus amados, para assim salvar todo o reino. O que será que vai acontecer nesta batalha épica, onde as mocinhas terão que se tornar verdadeiras guerreiras? Conte-nos vocês! Convocamos todas as princesas dos contos de fadas para embarcar nesta aventura! Peguem suas winchesters e seus kits contra as trevas! A caçada começa agora!

Em breve: nova Edição de Stanix - O poder dos Elementos!
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Agora a Arwen está com um novo selo editorial, o Regeneração. E, também neste mês lança o carro chefe do Selo Editorial Regeneração!

Lágrimas de Outono
Amanda Bonatti 

Isabel tinha uma infância feliz, cercada pelo carinho da família e era especialmente apegada à sua mãe, que a ensinou a amar as flores e a cultivar o mesmo apreço que tinha pelo belo jardim da casa onde ambas nasceram. O encanto presente naquele lugar era a representação do amor que unia mãe e filha.
No entanto, Bel precisou aprender a lidar com as primeiras perdas ainda muito nova, vivendo momentos difíceis. Depois de perder a mãe, ela passou a questionar e se revoltar contra Deus: por que Deus permitia que ela sofresse tanto?
O tempo passou, a menina cresceu e se tornou mulher, mas, a dor e a saudade ainda a perturbavam e, em seu coração, permaneceram os mesmos medos e dúvidas de quando era criança. Ela conhece Joaquim e juntos traçam uma história de amor e superação, com mais algumas perdas, dificuldades, lições e recomeços. O amor lhes mostrará que a vida é feita de etapas e devemos compreender e acreditar na única força que nos faz continuar. Assim, o sofrimento aos poucos se transforma em aceitação e é quando ela receberá de presente aquilo que acreditava nunca mais possuir.
Bel precisará passar por um caminho de provações que a levará a aprender a confiar nos planos de Deus, trilhando um caminho de aprendizado, para assim, entender que os laços de amor são muito fortes e nos acompanham eternamente.
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É isso ai, gente!! O que acharam?? Conta aí nos comentários!! =D
Beijos Literários.



Stranger Things - 1ª Temporada

Série: Stranger Things
Criação e Direção: The Duffer Brothers
Temporada: 1
Episódios: 8
Elenco Principal: Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery.
País: EUA
Ano: 2016
Canal: Original Netflix






Sinopse: Hawkins, Indiana - 1983: Stranger Things conta a história de Will Byers, um garoto que desaparece ao voltar para casa. Com o início das investigações para encontrar o garoto, uma série de mistérios envolvendo experimentos ultrassecretos do governo, forças sobrenaturais aterrorizantes e uma garotinha muito estranha começam a ser revelados.

[Nota Pessoal]

Em 1982 (um ano antes do qual se passa a série), Steven Spielberg fez seu nome na indústria cinematográfica ao apresentar para o mundo E.T. - O Extraterrestre, a história de um alienígena que se perde da Terra e faz amizade com um garotinho. Tamanho foi o sucesso do filme que ele passou a ser grande referência cultural e forte influenciadora de muitas obras por aí. 

Stranger Things, nova produção original da Netflix, é um grande exemplo de como essas referências ainda existem e são utilizadas até os dias atuais. O fato é que obras que se sustentam em influenciadores facilmente reconhecíveis tendem a gerar desconfiança. Entretanto, Stranger Things não só assume como também reverencia e respeita suas inspirações, o que, a meu ver, salva a série em muita coisa.

Em seus oito episódios a série se passa nos anos 80, mais precisamente em 1983, trazendo o cenário e a atmosfera perfeitos para a toda a trama. Não estou falando apenas de roupas, cabelos e aparelhos daquele período. O mais importante é o que essa época representa culturalmente para a ficção científica e a fantasia dentro dela.  Além de Spielberg se fazer muito presente na série também podemos perceber alguns toques de Stephen King, de filmes, como A Hora do Pesadelo e Star Wars, e tudo que simboliza o universo paralelo dos jogos de RPG. 

Quando eu assisti aos trailers da série, lembrei imediatamente de Super 8, que também tem referências dos trabalhos de Spielberg. Conforme fui assistindo cada episódio, percebi que talvez isso caracterize uma espécie de base para o que vai acontecer no decorrer da trama. E a história, aparentemente simples no início, vai tomando ramificações capazes de prender quem assiste e aumentar a sede pelo que vai acontecer a seguir. 


Tudo começa quando o Will (Noah Schnapp) desaparece ao voltar para casa, após mais uma partida de Dungeons & Dragons com os amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Os garotos não são mais criancinhas, porém também não são adolescentes ainda, não chegaram naquela fase que mata parte da nossa ligação com o imaginário. Por isso, eles mergulham de cabeça no mundo paralelo que criam todas as noites nos jogos, e isso é um alicerce para todos os eventos que darão sequência ao desaparecimento de Will, o que destaca nos meninos aquele clássico papel de Spielberg: a evolução do nerd perdedor para o nerd herói.

Simultaneamente ao desaparecimento de Will, Eleven/Onze (Millie Bobby Brown) foge de um tipo de laboratório de experimentos e esbarra com os garotos. Ela permanece escondida na casa de Mike e mantém um disfarce para sair da casa, exatamente como Elliot fazia com seu amigo de outro planeta. A garota é o ingrediente que faltava para unir todos eles na luta para encontrar o amigo perdido. Em E.T., a criatura é quem detém os poderes sobrenaturais que ajudam nos momentos de apuros, já em Stranger Things essa função é de Eleven/Onze, que salva os meninos de diversos problemas causados por esse senso descuidado de heroísmo.

Logo no início, a série já nos mostra que teremos histórias paralelas acontecendo por ali. Essas divisões me pareceram ser apenas elementos de distração para o que estaria por vir. Vamos ser apresentados à vida melancólica e ao sentimento de culpa do Xerife Hopper (David Harbour), ao triângulo amoroso entre Nancy (Natalia Dyer), Jonathan (Charlie Heaton) e Steve (Joe Keery) e até mesmo ao núcleo do laboratório do Dr. Brenner (Matthew Modine). Porém, a sensação de que tudo aquilo ali é desnecessário vai sendo desconstruída conforme cada personagem é empurrado direto para a trama principal, nos levando a concluir que nada ali é desperdiçado. 


Adorei o equilíbrio entre a inocência, representada pelo quarteto de crianças, e o cético, formado por Nancy, Jonathan, Hopper e Joyce (Winona Ryder), nessa busca por Will. Aos poucos, esse olhar incrédulo do segundo grupo é atingido pelas coisas estranhas que os rodeiam, transformando a relação deles com o mundo ali dentro da série. Uma das maiores características nas obras de Spielberg é a salvação de seus personagens por meio do lúdico ou do idealismo, e Stranger Things segue isso à risca. 

Os elementos de terror, salpicados com pitadas de Stephen King, ajudam muito a construir a tensão presente no clima da história. Desde a fonte usada no título da série e seus episódios até o estilo da vinheta; dos filmes citados à trilha sonora maravilhosa, as características de suspenses do mestre do terror são bem evidentes. Tudo em Stranger Things é uma referência clara, direta e assumida. Isso não é algo que se torna incômodo por correr o risco de parecer uma cópia. Pelo contrário, faz de toda a série algo bem especial. E o que mais me impressionou foi a maneira coesa e elegante com a qual os irmãos diretores conseguem casar cada episódio. 

O elenco infantil é o melhor dessa série sem sombra de dúvidas. Apesar de Winona e David serem os atores experientes que dão todo o crédito à produção, a referência e força que mais importam em todo o enredo está no papel desempenhado por essas crianças maravilhosas: amizade. É nessa inspiração que me peguei lembrando de um grupo de crianças tão sensacionais quanto as de Stranger Things, um grupinho maravilhoso que deu brilho a minha infância: Os Goonies. E adivinhem de quem é esse filme? Se você pensou que eu ia dizer Steven Spielberg... Está certíssimo! Muitas referências, gente!!


Somente uma coisa me incomodou na série toda. Apesar de ter gostado muito de como foi construída e trabalhada e de como cada episódio é importante para o desenvolvimento da história, acho que a série poderia ser reduzida em uns três capítulos. Como eu disse, todos os episódios acabam sendo importantes para o plano geral da trama, mas alguns deles poderiam ter seus assuntos introduzidos e encaixados facilmente em outros momentos de outros episódios; não precisavam de um capítulo inteiro somente para aquele assunto. 

Enfim...
Stranger Things tem um texto que entrelaça citações, teorias científicas, dados reais e supostos que tomam forma aos poucos e no tempo certo. O cuidado nessa criação é tão evidente que qualquer coisa errada, por menor que pudesse parecer, seria de fácil percepção e correria o risco de virar um deslize, transformando essa linda série sobre amizade em uma produção B de péssima qualidade. Ainda bem que os irmão Duffer aguentaram o tranco e trouxeram para a Netflix mais uma pequena produção, carregada de muito amor pelo lúdico, pela ficção científica e pelos anos 80. <3

Beijos Cinematográficos!!

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi - Joachim Meyerhoff

Livro: Quando finalmente voltará a ser como nunca foi
Autor: Joachim Meyerhoff
Editora: Valentina
Páginas: 352
Ano: 2016
ISBN: 9788565859974

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

[Nota Pessoal]

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi (Ufa!) é narrado pelo filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens. Por morar dentro do hospital com a sua família, o pequeno não conhece outra realidade e, por isso, narra cada momento de sua vida dentro daquela instituição, cada passo que tomou enquanto crescia em meio a pessoas com deficiências físicas e mentais. Um livro que se passa dentro de um hospital psiquiátrico já é por si só bem interessante. Mas quando ele é narrado através dos olhos de uma criança e sua inocência, é ainda melhor. Este foi o principal motivo que me fez solicitar o livro à editora assim que foi lançado.

"Quando a gente está com muita coisa na cabeça, busca respostas concentradas."

A narração começa de uma forma bem inusitada e diferente. Acredito que a principal intenção do autor era mostrar de uma forma impactante - e ao mesmo tempo imediata - suas características de escrita e sua intenção com a história. O brilho do primeiro capítulo não é apenas a forma leve e natural com a qual o autor escreve, mas também a curiosidade e o gostinho de quero mais que o mesmo desperta no leitor. Entretanto, logo no próximo capítulo somos tomados por algo completamente oposto. Não que tenha ficado ruim, mas foi apenas uma introdução para como seria o ritmo da história dali por diante: cheia de altos e baixos. A necessidade de mostrar cada detalhe acerca do protagonista acabou deixando muitos capítulos tediosos e sem o brilho das primeiras páginas. Consequentemente, não tem como saber quando um capítulo vai ser ótimo ou não. Como a história nada mais é que um relato do cotidiano de uma criança e sua família, e como uma família normal, eles têm dias de grandes emoções e dias completamente sem graça. Ao contrário de muitos, não achei isso chato. Na verdade, gostei como é mais realista, mais próximo do cotidiano de qualquer família. 

A escrita carregada de uma essência infantil foi excepcionalmente bem captada pelo autor, conseguindo mostrar algumas situações que, apesar de sem tempero, são muito importantes para o crescimento do personagem, o que só vamos perceber com o avançar da leitura. Ainda assim, achei que alguns capítulos não serviram nem para isso e poderiam ser descartados sem afetar em nada na história. 

"Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro. O que deixei para trás deveria ser algo seguro, concluído, que já fora e só esperava para ser narrado, e o que tenho pela frente não deve ser o chamado futuro a ser moldado?"

A importância de todo o desenvolvimento fica claro desde o seu início, mas onde o autor quer chegar com essa trama é uma incerteza. Opa, temos um problema, não é mesmo?! O livro não tem uma reviravolta, não tem um grande conflito para ser resolvido, e isso alimenta a expectativa de que algo muito importante vai acontecer a qualquer momento. Até aí, ok. Acho legal quando um livro consegue manter essa sensação. O problema é que a constante espera acaba, na maioria das vezes, sendo um banho de água fria. Porque a sequência de coisas realmente marcantes só vai acontecer lá pelo final do livro, quando você já desistiu de esperar por algo. Tudo bem que quando acontece, vira uma surpresa e a vontade de largar a história é nula. Mas como a trama já está nas últimas páginas, tudo acaba acontecendo muito rápido, deixando a sensação de que os acontecimentos foram se embolando uns nos outros. Não fica confuso, é possível entender tudo, é como aquela pilha de roupas em cima da cama: você entende a bagunça, mas ela ainda é uma bagunça. Entendem?

O desenvolvimento dos personagens, todavia, foi o ponto alto desse livro para mim. O autor conseguiu criar pessoas complexas e conflituosas. E não ache que estou falando dos pacientes do hospital. O verdadeiro problema está dentro da família do pequeno narrador. Um pai excelente quando se trata de teoria, mas terrível na prática. A mãe que resolve tudo dentro de seu lar, organiza cada detalhe, mas não está satisfeita com seu papel. Dois irmãos mais velhos que possuem talentos, se dedicam a eles, mas só fazem maldades com o caçula. E, claro, o nosso protagonista que possui problemas de aprendizado e tem diversos ataques de fúria por isso. Mas que, mesmo assim, tenta lidar com tudo. 

"Andei pela casa e encontrei meus pais dormindo juntos em uma cama. Meu pai tinha colocado o braço ao redor da minha mãe. A cabeça dela estava deitada em seu peito. Nunca os tinha visto tão juntos, tão próximos."

Diferente da história pesada que eu esperava, é uma obra leve e cheia de emoções. O autor consegue abordar bem a profundidade de cada personagem; pegar suas perdas e saudades, e transformá-las em lembranças. Além disso, através da vontade em compreender as coisas ao seu redor e encarar a lenta desconstrução de sua família, conseguimos perceber o adulto maduro que o protagonista se torna aos poucos. 

Claro que a história está longe de ser perfeita, mas isso não a impede de ser agradável e muito menos, de que você se apegue a cada detalhe dela. E, principalmente, não impede que você se sinta parte da família. 



Beijos Literários!!