Tá Todo Mundo Mal - Jout Jout

Livro: Tá Todo Mundo Mal
Autora: Jout Jout
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2016
Páginas: 200
ISBN: 9788535927207


Sinopse: Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em tá todo mundo mal, ela reuniu as suas "melhores" angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, "Jout Jout, Prazer".Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

[Nota Pessoal]

Julia Tolezano da Veiga Faria, a Jout Jout, criou seu canal no YouTube em 2014 com o objetivo de falar sobre coisas que aconteciam/acontecem com ela. Aos poucos a jovem conquistou pessoas pelo Brasil inteiro, que se identificavam com suas crises. Após a repercussão de seu vídeo "Não tira o batom vermelho" (que fala sobre relacionamento abusivo), o número de seguidores da youtuber cresceu muito mais rápido. E, atualmente, ela possui mais de 800 mil inscritos e mais de 90 milhões de visualizações. Tá Todo Mundo Mal é seu primeiro livro, um compilado de textos sobre família, relacionamentos, inseguranças e etc. Crises que (quase) todos os jovens já passaram ou passam ainda.

"Já tive crises de todos os tipos, tamanhos, intensidades, direcionadas a todo tipo de gente e de objeto; já tive crises em cidades diferentes e países diferentes. Crises silenciosas e exageradas. A maioria sem necessidade. E já sei quando uma está chegando. Posso sentir a vibração no ar. É poético."

Eu acredito que Jout Jout não tinha um público-alvo formado quando iniciou seus vídeos no YouTube. Acho que ela só queria mesmo falar livremente sobre tudo o que quisesse, qualquer coisa que viesse em sua mente. Seu jeito espontâneo e descontraído de falar sobre assuntos que podem ser bem embaraçosos para muitos conquistou pessoas de todos os cantos e garantiu seu nome entre os maiores youtubers do Brasil. Porém, o público do livro não parece ser tão diversificado e amplo quanto o do canal. Não que as coisas tenham mudado entre uma meio e outro. A Jout Jout dos vídeos é a mesma Jout Jout do livro. A maior característica da escrita desse livro é a coloquialidade que há nas palavras de Julia, por isso é como se pudéssemos ouvir a voz da autora narrando cada crônica. Esse tipo de linguagem, a meu ver, funciona muito bem nos vídeos, mas no livro traz uma sensação de que temos pouquíssima idade, o que tira a característica de uma obra para jovens adultos e reforma algo feito para o público juvenil. Tirando a linguagem, outros aspectos também colaboram para essa impressão, como os capítulos muito curtos. Não que isso seja um problema, até gosto de capítulos curtos. Mas a grande questão nesse caso, é a fonte enorme usada no início dos capítulos, fazendo com que um parágrafo pequeno ocupe quase uma página inteira. Fiquei com sensação de que isso foi feito para aumentar o número de páginas e só.

A autora e a vlogger são tão as mesmas que algumas histórias já narradas em vídeo aparecem em seus textos e, se você a acompanha (como eu) vai reconhecer facilmente. Tal fato mostra que Julia faz no livro o mesmo que faz nos vídeos: relatar suas próprias histórias. E, apesar do jeito todo especial que ela tem de contar seus causos e da leitura rápida e simples, devemos reconhecer que é um meio bem limitado. Muitos dos textos relatados na obra funcionariam mil vezes melhor em vídeo. Outros achei que nem em vídeo seriam bons; não dizem coisa alguma, parecendo apenas encheção de linguiça.

"Eu achava que me esforçar de alguma forma para ficar mais bonita era ruim. Era uma fraqueza. Algo risível. Por ter ficado muito tempo sendo a feinha do grupo, era como se fosse fútil da minha parte - e inútil - querer sair desse lugar; eu me apeguei a ele, assumi que era melhor ser esquisita do que lutar muito para ser bonita e acabar parecendo uma coitada."

Tá Todo Mundo Mal é um livro para aquele adolescente que quer passar horas e horas conversando com a maravilhosa pessoa que é Julia, que quer ter mais do que minutos assistidos diversas vezes no seu canal YouTube. Como a própria Jout Jout relata no seu livro, ela é uma boa amiga. E se tem algo bem claro aqui é que a vlogger é gente como a gente, e enfrenta seus dramas fazendo deles algo engraçado.

Ainda admiro muito a pessoa que Jout Jout é, admiro seu trabalho como youtuber e não pretendo parar de assistir seus vídeos, afinal ainda gosto bastante deles. Mas, para mim, ela não funcionou como escritora porque foi vlogueira até nessa hora. Em seus vídeos é evidente a personalidade forte que ela tem, seu carisma e seus posicionamentos sólidos. Já no livro, os temas ficaram muito repetitivos e dá uma sensação incômoda de algo vazio e infantil. As duas mídias são bem diferentes, e acho importante serem tratadas cada uma com suas particularidades.

É um livro bem divertido até, porém ainda acredito que assistir aos vídeos seja uma melhor opção. Pelo menos para mim.


Beijos Literários!

Livros e Rock: Músicas inspiradas em livros

Olá, seus lindos!!

Todo mundo sempre comenta sobre as adaptações cinematográficas de livros; acho que isso nem é mais novidade. Mas, quando o assunto é música, pouca gente sabe que grandes músicos também se inspiraram em livros para escrever canções ou até mesmo álbuns inteiros. 


Hoje, 13 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. E euzinha, como boa apreciadora do gênero, decidi listar algumas músicas que você talvez não saiba, mas que foram inspiradas em livros.

Vamos lá!!
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"Don't Stand Close To Me"
The Police

A banda The Police ganhou o Grammy de Melhor Performance por essa música em 1982. A inspiração foi o famoso romance de Vladmir Nabokov, "Lolita". Inclusive existe um trecho da música que faz uma perfeita alusão ao livro: "Just like the old man in the famous book by Nabokov" (Assim como o homem velho no famoso livro de Nabokov).

“Diamond Dogs”
David Bowie

Na realidade, Bowie tinha a intenção de fazer uma adaptação cinematográfica da distopia "1984", de George Orwell. Entretanto, os detentores dos direitos autorais negaram o pedido. Sendo assim, o rockeiro criou o álbum "Diamond Dogs", que tem como inspiração o cenário apocalíptico do livro. 

“Misty Mountain Hop”
Led Zeppelin

"Misty Mountain Hop" é uma canção presente do álbum Led Zeppelin IV. O nome da canção faz referência às Montanhas Sombrias, de "O Hobbit", do J. R. R. Tolkien.

“Animals”
Pink Floyd
Uma das bandas mais politizadas do mundo do rock não poderia estar de fora dessa lista, não é mesmo?! Inspirada em "A Revolução dos Bichos" (George Orwell novamente), "Animals" é o décimo álbum da banda e faz uma crítica à politica e à desigualdade da época, chegando a comparar os humanos com animais, como no livro.

“Brave New World”
Iron Maiden
Iron Maiden é uma das bandas com mais referências literárias em suas letras. O seu décimo segundo álbum, "Brave New World", como o próprio nome já diz, tem claras influências do livro "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. A terceira faixa do CD também possui o mesmo título.

“Who Wrote Holden Caulfield”
Green Day
Uma banda um tanto quanto recente, Green Day lançou, em 1992, a música "Who Wrote Holden Caulfield" no seu álbum Kerplunk!. Segundo Billie Joe, o vocalista, ele compôs a letra baseada em "Apanhador no Campo de Centeio" (J. D. Salinger) porque considera o protagonista rebelde como ele. Curiosamente, o mesmo livro também foi inspiração para a música que leva seu nome, "Catcher in the Rye", da banda Guns N’ Roses.

“Pet Sematary”
Ramones
Stephen King sempre se declarou como um grande fã de Ramones. Em seu livro "O Cemitério", o autor menciona a banda diversas vezes, chegando a colocar um trecho em que o Louis Creed, o protagonista, se hospeda em um hotel com o nome de Dee Dee Ramone. A música foi uma homenagem da banda ao autor e às referências citadas por ele. 

“Sympathy for the Devil”
The Rolling Stones
Uma das músicas mais famosas da banda e eleita a trigésima segunda maior música de todos os tempos pela Rolling Stones, a canção faz referência ao livro "O Mestre e as Margaridas", Mikhail Bulgakov.

"For Whom the Bell Tolls"
Metallica
Uma das minhas bandas preferidas, Metallica se inspirou em alguns livros para suas músicas. Em uma delas, "For Whom the Bell Tolls", tem clara referência a "Por Quem Os Sinos Dobram?", do famoso escritor Ernest Hemingway. Outra inspiração bem famosa da banda é o conto "The Call of Cthulhu", de H. P. Lovecraft, que possui uma música com o mesmo título. 

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É isso aí, gente!! Existem várias inspirações musicais baseadas em livros, assim como vários artistas que usaram as mesmas obras como referência. Essas são apenas algumas que achei bem legal mencionar. 

Se vocês conhecem mais alguma que não está na lista, me conta aí nos comentário!! =D

Beijos Literários!

[EDITORA VALENTINA] Lançamento do mês

Olá, seus lindos!!

Se vocês acompanham as redes sociais do CcL, sabem que agora somos parceiros da Editora Valentina. \o/ 
E estou aqui para apresentar a nossa primeira divulgação da editora. Vamos lá!!

Este mês chega às livrarias o primeiro volume da série Imortais, da Kresley Cole.

É uma série enorme com muitas criaturas mitológicas, mas os livros são independentes, com casais diferentes. Cheio de erotismo e coisas sobrenaturais, Desejo Insaciável tem começo, meio e fim, sem qualquer ligação com o próximo livro. 

Que tal conhecer mais sobre o livro?!
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Categoria: Ficção/Fantasia
Público: 18+
ISBN: 978.85.65859.84 - 4

A lenda de um feroz lobisomem e uma encantadora vampira – improváveis almas gêmeas cuja paixão testará os limites da vida e da morte.

Um incansável guerreiro mítico. Nada o deterá até que possua a... 

Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae.

Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem...

A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.
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SOBRE A AUTORA
Kresley Cole formou-se em letras pela Universidade da Flórida e passou dois anos na biblioteca da famosa instituição fazendo pesquisas sobre mitos ancestrais e recolhendo material para seus livros. Desejo Insaciável, o primeiro romance da Série Imortais, vencedor do prêmio RITA na categoria Paranormal Romance, foi capa da Romantic Times Magazine. Mora com o marido Richard à beira de um rio situado numa bela península da Flórida.
A ex-atleta e treinadora, agora Nº 1 da lista de best-sellers do New York Times e publicada em quase 20 países, traz finalmente para o Brasil uma das séries mais devoradas e apaixonantes dos Estados Unidos. Visite Kresleycole.com para todas as informações sobre a série.
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O que acharam desse nova série??
Beijos Literários!


Submersão (Série O Lago Negro - Livro 2) - Juliana Daglio

Antes de continuar a leitura desta resenha, devo alertar que, caso não tenha lido o primeiro livro da série, algumas partes escritas aqui podem ser consideradas spoiler. Portanto, é por sua conta e risco.

Caso tenha se interessado na série, dá uma lida na resenha do primeiro livro. Essa não contém spoilers mesmo!! Hehe

Livro: Submersão (Série O Lago Negro - Livro 2)
Autora: Juliana Daglio
Editora: Arwen
Ano: 2016
Páginas: -----
ISBN: -----


Sinopse: Para Verônica Cattani os monstros que tanto tememos e desconhecemos não vivem embaixo da cama, ou atrás dos armários, muito menos em filmes de Terror – eles vivem dentro de sua própria mente. Depois de se mudar pra Lagoana e descobrir que sua memória esconde enigmas ainda mais profundos, ela se vê frente a frente com pessoas que nem imaginava fazerem parte de seu passado. Em seus textos, estão todas respostas e a família Caprini parece temer tantos seus significados quanto ela os teme. Liam não tem mais segredos. O garoto da capa vermelha saiu de seus sonhos, retornou para seu presente, e enfrenta os Caprini com costas eretas e um cinismo único. Ele é a única coisa que a impede de mergulhar agora. Seu pedaço de sanidade numa mente caótica. Porém o Anjo de Asas Douradas está prestes a se revelar, trazendo em seu poder algo que será difícil recusar: a oportunidade de saber o que existe nas profundezas do Lago Negro. Há muito mais a se descobrir em Lagoana e dentro das lembranças reprimidas de Verônica. Mistérios serão revelados, mas será que você fez as perguntas certas?


[Nota Pessoal]

Depois de se mudar para Lagoana e descobrir que sua mente esconde lembranças muito profundas, Verônica se vê presa em meio a uma rede de segredos e pessoas que nem imaginava fazerem parte de sua vida. Todas as respostas desse enorme enigma parecem estar nas histórias que ela escreve, mas Verônica teme descobri-las tanto quanto a família Caprini. O nosso querido badboy, Liam, deixou suas barreiras caírem e seus segredos serem revelados. Ele é o único capaz de impedir que V. mergulhe no lago, mas um novo personagem aparece trazendo uma proposta quase impossível de recusar: a oportunidade de saber o que existe nas profundezas do Lago Negro. Será que Verônica vai mergulhar?

"Ser louca parecia uma coisa ruim, uma deficiência. No entanto, de frente para aquela figura familiar tão significativa, eu soube a verdade. Sempre quis ser louca."

Ainda com a sua narrativa poética e um tanto obscura, a autora nos leva a uma Lagoana muito mais sombria e misteriosa do que a apresentada no primeiro livro. O clima tenso criado por Juliana nos coloca diretamente dentro de um cenário quase novo, se considerarmos o primeiro livro, em que a tensão era um pouco menor. A atmosfera nova entra em nossa vida sem aviso e nos coloca dentro da história aos poucos e sutilmente, nos fazendo mergulhar no lago junto com Verônica. Ainda me surpreendo com a capacidade que a autora tem de nos fazer parte do seu livro, de nos colocar dentro da história e nos fazer sentir parte dela também.

Verônica continua a mesma garota retraída, introvertida e antissocial, porém é possível perceber uma melhora muito boa nela. O crescimento e amadurecimento da personagem é bem evidente e marcante nesse segundo livro. Ainda presa entre a loucura e a sanidade, V. deixa suas vulnerabilidades muito mais expostas, o que eu, particularmente, acho incrível e extremamente importante para a trama como um todo. Liam, por sua vez, derrubou todas as suas barreiras e deixou seus segredos virem à tona sem medo do que poderia acontecer, o que nos faz entender o porquê dele ter esse jeito super arrogante. Ele não é apenas um badboy que esconde um lado doce, Liam tem motivos para ser assim; seu jeito é sua maneira de se defender do mundo e das pessoas que o habitam.

"O local cheirava a tabaco queimado e poeira, e V cheirava a insanidade iminente ao meu lado. Precisava fazer com que ela se controlasse, precisava mostrar que estávamos no controle."

Os Caprini continuam um casal de uma pessoa só. Entretanto, parte de seus segredos - digo parte porque acredito que ainda tem muita coisa para aparecer - são revelados, deixando o leitor boquiaberto. Eu não sei nem como falar da história que envolve essa família de uma forma sutil. Fiquei tão desnorteada com as revelações que a única coisa que consegui pensar foi: a família Caprini realmente honra a fama de misteriosa que carrega.
Ah, claro, eu não poderia deixar de falar do nosso "querido" (leia sarcasticamente) Enzo. Quando fiz a resenha de O Lago Negro, falei que o personagem possuía seus segredos e que os mesmos poderiam protagonizar boas reviravoltas na história. Só tenho uma coisa a dizer:


Como eu suspeitava, o personagem tem tantos segredos quanto qualquer um ali naquela história. E ele volta com tudo nesse segundo livro, trazendo com ele boa parte das respostas que ajudam a desvendar os enigmas por trás de toda a trama. Senti que Enzo teve um crescimento muito grande nessa continuação, o que me leva a crer que sua participação dentro de todo o enredo está cada vez mais importante. Acredito que podemos esperar mais e mais desse personagem, hein. Mas ainda tenho raiva dele, só para esclarecer. Rsrs

Além dos nossos personagens habituais, Juliana deixa Anna e Antonietta, mãe e vó de Verônica, respectivamente, em maior evidência, mostrando a importância das duas dentro de toda essa teia de segredos. No primeiro livro, ambas não pareciam fazer diferença dentro da história, o que me fez pensar nas mesmas como apenas um apoio. Foi uma surpresa muito boa esse destaque dado às duas, o que mostra que a autora não desenvolve seus personagens sem um propósito. Também somos apresentados a personagens novos, que chegam causando reviravoltas brilhantes e provando que tem muito mais escondido nessa história do que imaginávamos. Vindo de Juliana, sei que ainda há muito que esperar dos mesmos. Portanto, prefiro não concluir nada sobre eles. Ainda. Rs

A atmosfera gótica e meio sinistra da história é muito mais evidente, e o suspense ainda mais agoniante. Ao mesmo tempo em que responde algumas das perguntas deixadas em aberto em O Lago Negro, Juliana amplia os mistérios de outras e cria novas, deixando a complexidade da trama muito mais ampla e tensa. O que é maravilhoso, pois não dá vontade de largar o livro até chegar no desfecho. E quando o final chega, vem aquela sensação de que era melhor não ter terminado de tão boa que estava a leitura.

"Eu absorvia de meu pai os segredos de uma vida intensa que começou cedo, enquanto ele acreditava que sua garotinha era a única pessoa no mundo em que poderia confiá-los."

Submersão é tão instigante e surpreendente quanto seu antecessor, com um acréscimo de muitas reviravoltas. Contrastando com o primeiro livro, a adrenalina se faz muito mais presente nessa sequência, colaborando (muito) para o clímax da história. Os acontecimentos são trabalhados de forma esplêndida, mostrando que a escrita da autora está cada vez melhor. Se nesse livro, Juliana veio trabalhada no lacre, migos, imaginem nos seguintes. Acredito muito no potencial da autora e aposto que ainda há muito o que vir dessa mente brilhante.



Beijos Literários!