O Leitor do Trem das 6h27 - Jean Didierlaurent

Livro: O Leitor do Tem das 6h27
Autor: Jean Didierlaurent
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 176
ISBN: 9788580577914

Sinopse: Um romance sensível sobre o poder dos livros e da literatura.
Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera.
A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida.
Com delicadeza e comicidade, Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.

[Nota Pessoal]

Confesso que comprei, principalmente, pelo título. Tudo o que envolve livro/leitor me chama a atenção. E dessa vez não foi diferente.

Em "O leitor do trem das 6h27", acompanhamos de perto a rotina de Guylain e notamos como é apaixonado pelas palavras. Ironicamente - ou não -, seu trabalho é operar uma máquina de reciclagem, que tritura e destrói livros antigos. Justamente por seu fascínio, todos os dias ele pega secretamente páginas distintas que restaram do "massacre" e lê seus fragmentos, aleatoriamente e em voz alta, para as pessoas no vagão do trem que o leva à fábrica em que trabalha.

Durante o decorrer da leitura, encontramos personagens que cativam e nos inspiram com sua simplicidade. Inclusive, me peguei rindo, em determinados momentos, com os dramas vividos por Guylain e com a espontaneidade que demonstrava em determinados diálogos e atitudes. Na verdade, é um personagem bem fácil de gostar, por seu carisma.

“Para Guylain, pouco importava o conteúdo. Só o ato de ler tinha importância a seus olhos.”

A escrita de Jean-Paul Didierlaurent (Isso é palavrão, gente?!) não é das mais fáceis de ser assimilada. Nada muito complicado, mas o autor utiliza termos e palavras que, pelo menos em mim, causaram certa estranheza. Mas nada que não dê pra ser interpretado pelo contexto.

As críticas sociais presentes em suas 176 páginas são inúmeras e, ao mesmo tempo que se mostram sutis, parecem gritar para serem entendidas. Se está acostumado com livros que te deixam sem fôlego, essa definitivamente não é uma leitura pra você. A história tem curso lento, sem grandes reviravoltas e em algumas partes dá uma imensa vontade de pular logo pro próximo capítulo. O final, apesar de um pouco corrido, causa surpresa e até faz surgir um sorrisinho de canto de boca. Apesar de achar um romance mediano, valeu a pena por me tirar da zona de conforto.

“…as pessoas em geral só esperam uma coisa: que você ofereça a imagem daquilo que elas querem que você seja.”


Beijos!

Obsidiana - Jennifer L. Armentrout

Livro: Obsidiana (Saga Lux #1)
Autora: Jennifer L. Armentrout
Ano: 2015
Páginas: 320
Editora: Valentina
ISBN: 9788565859790

Sinopse: Começar de novo é um saco.
Quando a gente se mudou para o interior, bem no início do último ano do colégio, eu já vinha me preparando para o sotaque caipira, o tédio, a internet lenta e um monte de chatices…Até dar de cara com o meu vizinho lindo, alto de dar tontura e com intimidantes olhos verdes. Hummm…os prognósticos estavam melhorando.
Até que…ele abriu a boca.
Daemon é irritante. Arrogante. Dá vontade de matar. A gente não se dá bem. Não mesmo. Mas, quando um caminhão quase me transforma em panqueca, o garoto literalmente congela o tempo com um aceno de mão e aí, bom, algo inesperado acontece.
O alien gato (meu vizinho) tem poderes!!!
Você me ouviu bem. ALIEN! A verdade é que ele e a irmã têm uma galáxia de inimigos que querem roubar seus poderes. O rastro que deixou em mim brilha como árvore de natal e isso não é nada bom. O único jeito de sair viva dessa é ficar colada em Daemon até a magia alienígena desaparecer.
Quer dizer, isso se eu não matar o cara primeiro.

[Notas Pessoais]

Obsidiana tinha tudo para ser um dos melhores livros que já li, mas me decepcionei muito com ele em certas partes. Não correspondeu as minhas expectativas completamente e senti que faltou um "quê" de originalidade. De início, até gostei por causa da capa e a autora me conquistou com sua narrativa sem eufemismo e simples, sem medo de usar alguns termos, mas como já nos previne o ditado, "não julgue um livro pela capa".

"Esse tipo de amor deveria ter sido capaz de vencer doenças. Esse tipo de amor deveria ter conquistado qualquer coisa."
A história caiu muitas vezes no clichê, o que contribuiu muito para que eu perdesse o entusiasmo. Confesso que tive muita dificuldade em prestar atenção aos fatos, e para um romance com um toque de ficção científica, esperava muito mais. Porém, achei uma ótima sacada fazer um ET sexy; nunca os imaginaria assim. Mas, voltando... não posso deixar passar o fato de que me lembrou muitas outras histórias.

Katy, foi uma personagem que gostei bastante. Em alguns momentos senti que ela tem uma personalidade muito complexa e até meio confusa. Sendo um romance com uma pegada mais adulta, acho que faltou uma dose de maturidade da narração, contradizendo com algumas cenas que precisavam dessa característica. A protagonista é muito divertida, e me identifiquei com o fato da mesma amar livros e ter um blog. Também achei fascinante sua língua afiada e seus pensamentos ágeis. Entretanto, apesar de ser uma protagonista bem construída, a narrativa através dos olhos da mesma não me conquistou muito. Uma pena, pois julgando pela construção de Katy, tinha tudo para dar certo.

Edward Cullen e Gideon Lightwood que me perdoem, mas confesso que gostei mais do Daemon. A primeira imagem que tive dele foi que não passava de um tremendo babaca. Não que tenha mudado, mas mesmo que eu não tenha sentido tanta atração assim pela história, curti a forma como ele revolucionou a imagem de alien que eu tinha, sem falar na descrição. Ele é o típico personagem que temos uma relação de amor e ódio (KATY QUE O DIGA). Além dos principais, temos muitos personagens interessantes, como a irmã de Daemon, Dee, alguém de quem gostei muito principalmente pelo seu jeito de ser, um tanto diferente de seu irmão. 

“Daemon podia ser um gato, mas era um idiota.”

Talvez o meu humor ou estado de espírito no momento tenham feito com que eu não sentisse aquele friozinho gostoso na barriga ao ler Obsidiana. Por isso, pretendo sim dar uma nova chance à história; talvez mude de opinião. Até porque achei a jogada de dar uma nova imagem aos aliens muito boa, assim como as características que a autora deu a eles. Pode deixar que conto para vocês.

E se você gosta de romance mesclado com fantasia e uma pegada divertida, tenho certeza que Obsidiana é o livro certo para você.

"'Como pode me querer ainda?', disse.
Daemon pressionou seu rosto contra o meu. 'Oh, ainda quero te estrangular. Mas estou demente. Você está louca. Talvez seja por isso. Simplesmente fazemos loucuras juntos.'"
Beijos!



E se... - Giovanna Vaccaro

Livro: E se...
Autora: Giovanna Vaccaro
Editora: Coerência
Ano: 2015
Páginas: 320
ISBN: 9788582572105

Sinopse: Logan Moore tem todos os direitos quando reclama de sua vida. Ele foi baleado em um beco escuro e mandado para um reformatório injustamente. Tudo o que ele quer é cumprir seu tempo naquela mini prisão e, então, sair e viver sua vida normalmente.
No entanto, Olivia chega para mudar todos os cursos de sua vida, fazendo Logan se apaixonar da pior maneira possível. O que Logan não sabia era que o destino lhe dera uma chance de consertar seus erros e os erros das pessoas que ama. Em um segundo, ele se vê preso a uma pergunta insistente: Acreditar ou não acreditar quando seu pai diz que há uma maneira de viajar no tempo e evitar que uma grande tragédia aconteça mais para frente? Logan, desacreditado, no entanto, decide enfrentar as barreiras do espaço-tempo e descobre que essa escolha talvez tenha sido a pior de sua vida. Problemas que traumatizam Olivia, mortes e até amizades desfeitas são algumas das causas pelas quais Logan está disposto a arriscar sua vida e... Seu tempo.

[Nota Pessoal]
Apaixonante e viciante são tantas as palavras para descrever esse livro. Primeiro, queria ressaltar que Giovanna conseguiu criar um universo maravilhoso, acredito que tenha sido um desafio e tanto para a mesma usar um tema tão delicado. Viagens no tempo misturado com romance não deve ser uma tarefa muito fácil, é preciso pensar em todo um contexto, pois se trata de uma teoria já existente, que mesmo em um livro, merece ser muito bem desenvolvida. E a autora conseguiu cumprir sua missão quanto a isso, não deixando pontos soltos, o que acontece em muitas obras de mesmo tema. Com uma narrativa envolvente e deliciosa de se acompanhar, "E Se..." nos remete à complexas reflexões sobre nós mesmo, sobre nossos sentimentos, e até onde temos controle sobre o nosso futuro.

"[...] Se as coisas estiverem bem, aproveite porque elas não vão durar para sempre, e se as coisas estiverem ruins, não se desespere. Uma hora tudo vai voltar ao normal."
Os personagens em si fora bem desenvolvidos, o protagonista, Logan Moore, consegue nos fazer envolver com o que estamos lendo; temos uma fácil percepção das emoções do mesmo, o que nos aproxima mais dos personagens. Nota-se no decorrer da história um amadurecimento constante do protagonista, dando aquela sensação satisfatória ao leitor. Além de Logan, temos muitos personagens que, mesmo aparecendo uma vez ou outra, nos emocionam igualmente. Por exemplo: Ian, o melhor amigo do protagonista. Em algumas cenas em que ele aparece podemos sentir que um contexto único foi criado especialmente para o personagem. O que é destinado a ele em certa parte do livro é uma clara representação das inseguranças mais comuns entre as pessoas. A preocupação de Giovanna ao construir seus personagens é notável e admirável, o que impede totalmente que eles sejam rasos e sem personalidade própria.

"É como uma doença. Como se eu estivesse infectada por você. Não consigo dormir, não consigo pensar em ninguém nem em nada. Não consigo dormir, não consigo respirar nem comer. Eu amo você. Amo você o tempo todo. Cada minuto de cada dia eu amo você."
O romance não caiu no clichê, o que é muito bom. Pude sentir que Logan e Olívia são um casal com um dose cavalar de realidade inserida. Logan a ama; é um amor genuíno. É preciso ter olhos críticos, mente aberta e um emocional despido de qualquer pudor para ler e sentir a história. Cada página me dava uma louca expectativa de como se desenrolaria o enredo. Eu ri, chorei, me emocionei, vibrei com cada cena. Em meio a esse romance, temos os pais do protagonista, que também são peças importantes para tudo que se passa. Gostei da forma como cresceram dentro da trama e acredito que reflitam uma realidade muito comum hoje. Eles deixam um grande questionamento no ar sobre relacionamentos, sabe?! Vale muito a pena pensar neles como um contexto de atitudes e emoções, que, muitas vezes, deixamos de lado e não tomamos decisões a respeito, talvez por medo do julgamento alheio.

Frases marcantes são outra coisa que me fez amar "E se...". Algumas citações são tão profundas que abrem um leque de pensamentos que nos levam à refletir. Quantas oportunidades perdemos pensando "E se..."? E se você tivesse corrido atrás daquele sonho? E se você tivesse corrido atrás daquele seu amor? E se? E se? Nos faz pensar que a vida é cheia de possibilidades, consequências, cabe à nos correr atrás delas. Com um conteúdo bem desenvolvido e uma história envolvente, "E se..." promete te prender a cada página, a cada vírgula. Vai te envolver de tal forma que seu coração será sincrônico a cada capítulo; batendo forte por cada momento fofo, por cada momento desesperador, por cada uma das mil possibilidades que o mundo pode lhe proporcionar.

"O futuro não é algo a ser compreendido, mas sim, vivido. Não se tem como saber o que vai ou não nos ferir, mas é possível saber como aquilo vai afetar a nossa vida"

Beijos!

A Cor da Coragem - A Guerra de um Menino: O Diário de Julian Kulski na Segunda Guerra Mundial - Julian Kulski

Olá, seus lindos!!

Cheguei com mais um lançamento da Editora Valentina. 
Vamos conhecê-lo!!
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A COR DA CORAGEM tem tudo para se tornar um clássico como O Diário de Anne Frank, A Lista de Schindler e O Menino do Pijama Listrado. Uma obra inesquecível, um novo marco na historiografia sobre o nazismo e o holocausto, um raro e fascinante mergulho na Segunda Guerra Mundial pelo olhar de um menino soldado.

“Afinal, o que fica para um homem, além da sua honra… e da coragem de viver por ela?” 
Julian Kulski

Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. É o início da Segunda Guerra Mundial. Em poucos dias, Varsóvia se rende aos alemães, soldados poloneses depõem suas armas, a cidade já é um amontoado de escombros. Julian Kulski é um menino polonês de apenas 10 anos de idade. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, escoteiro ousado e entusiástico, ele tem a firme convicção de que deverá lutar contra o Invasor. A cor da coragem é o diário de Julian Kulski, a história de seu amadurecimento durante os cinco anos da brutal ocupação alemã. Diferentemente do diário de Anne Frank, narrado a partir da sua clausura no esconderijo de um prédio em Amsterdã, o de Julian Kulski se passa nas ruas de Varsóvia, no front, no combate cara a cara com o inimigo, no infame Gueto onde se encontram seres humanos famintos, desesperados e doentes à mercê de todo tipo de tortura, do enforcamento, do fuzilamento, da câmara de gás... 

“Este diário, escrito com o coração e pela mão de um adolescente, nos proporciona uma visão única e comovente da Segunda Guerra Mundial”.
Lech Walesa, Prêmio Nobel da Paz

O AUTOR
Julian E. Kulski, nascido em 1929, em Varsóvia, Polônia, é descendente de um rabino-chefe de varsóvia no século XIX, Dov Beer Meisels, e de um rei da Polônia no século XVIII, Stanislaw Leszczynski. Depois da guerra, Kulski estudou arquitetura na Inglaterra e nos Estados Unidos, bacharelando-se em 1953 e concluindo seu mestrado em 1955 pela Universidade de Yale, e vindo a concluir o PhD em planejamento urbano em 1966, pelo Instituto de Tecnologia de Varsóvia Membro do comitê diretor da Fundação Kosciuszko, Kulski recebeu várias condecorações do governo Polonês, entre elas a prestigiosa Cruz do Heroísmo, a Cruz de Comandante com Estrela da Ordem do Mérito, a Cruz de Prata do Mérito com Espadas, a Cruz do Exército Nacional, a Medalha do Exército Polonês (quatro vezes) e a Cruz do Levante de Varsóvia. Kulski vive com a esposa em Washington, D.C.

Informações Extras
Com Extras Digitais inéditos – filmes que o leitor poderá assistir escaneando um código QR ou simplesmente digitando uma URL – e repleto de centenas de fotos impressionantes e mapas, o livro apresenta, no final, uma lista com sugestões de temas a serem discutidos sobre a obra, seja em sala de aula, com seus amigos ou em família.
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É isso aí, gente!! O que acharam desse lançamento, hein??
Contem pra mim nos comentários.
Beijos Literários!!